Dipladênia com folhas amarelas: causas e o que fazer
Dipladênia com folhas amarelas costuma ter a raiz encharcada ou, no inverno, ter passado frio. Veja como separar raiz, frio, falta de adubo, praga e troca normal das folhas velhas, e como saber se a planta ainda tem salvação.
Dipladênia com folhas amarelas costuma estar com a raiz encharcada ou, no inverno, ter passado uma noite abaixo de 10 °C. Dipladênia e mandevila são dois nomes para plantas do mesmo gênero, Mandevilla: trepadeiras de flor rosa, vermelha ou branca. A NC State Extension registra Dipladenia como o nome antigo das plantas hoje classificadas em Mandevilla. Algumas folhas velhas amarelando perto da base dos ramos, com as pontas verdes, são troca normal e não pedem conserto.
Dá para salvar a dipladênia quando o caule continua verde por baixo da casca e a raiz ainda tem partes brancas e firmes. O que mudou antes do amarelo (rega, frio, adubo) e o lugar onde ele aparece na planta indicam a causa.
Dipladênia com folhas amarelas e caule escuro: ainda dá para salvar
O teste que decide se a planta tem salvação é raspar a casca do caule com a unha. A UF/IFAS Extension, da Universidade da Flórida, ensina esse teste para planta danificada pelo frio. Tecido verde logo abaixo da casca indica caule vivo naquele ponto. Tecido preto ou marrom indica caule morto.
Faça o teste em três alturas de cada ramo escuro: perto da ponta, no meio e perto da terra.
Verde nas três alturas: o caule está vivo. Procure a causa nas seções abaixo e não corte nada.
Escuro na ponta e verde mais abaixo: se não houve frio, corte o ramo logo abaixo do trecho escuro, onde a casca raspada já mostra verde. Se o escuro apareceu depois de uma noite fria, espere a brotação nova antes de cortar.
Escuro na ponta, no meio e perto da terra, em todos os ramos: tire a planta do vaso e olhe a raiz antes de decidir.

Segundo a UF/IFAS, se você ficar em dúvida sobre onde cortar, espere a planta brotar. A brotação nova mostra até onde o ramo está vivo.
Raiz saudável é clara e firme. A Iowa State University Extension descreve a raiz podre como escura e mole. Quando você puxa a raiz podre, a parte de fora solta e sobra só um fio no meio.
Se a base de todos os ramos está escura e quase toda a raiz está podre, a planta inteira dificilmente volta. Ainda assim, se algum ramo continuar verde na ponta, você pode guardar a planta em forma de muda. No viveiro, o pedaço de ramo recebe hormônio de enraizamento e fica sob névoa de água. Nessas condições, segundo o guia de produção da UF/IFAS, um pedaço com um nó enraíza em cerca de 4 semanas. A base do pedaço fica entre 21 e 24 °C (70 e 75 °F).
Folhas amarelas depois de dias com a terra molhada: raiz sem ar
Terra que continua molhada por vários dias deixa a raiz sem ar, e a raiz sem ar apodrece. Segundo a Iowa State, a terra encharcada é um dos estresses que mais abrem caminho para os fungos da podridão de raiz. A planta com raiz podre murcha das folhas de baixo para cima, e as folhas amarelam e caem.
Para conferir, enfie o dedo 3 cm (1 polegada) na terra do vaso, dois ou três dias depois da última rega.
Terra ainda úmida nos 3 cm: a rega está frequente demais para esse vaso. Espere os 3 cm de cima secarem antes da próxima rega.
Água parada no prato embaixo do vaso: esvazie o prato 15 minutos depois de cada rega.
Vaso sem furo no fundo: troque por um vaso com furo. A Iowa State recomenda terra que deixe a água escorrer pelo fundo do vaso a cada rega.
Terra sempre molhada e raiz escura: tire a raiz podre e replante em terra nova e solta. A Iowa State indica regar com menos frequência e trocar a terra quando a podridão aparece.
A dipladênia também amarela com sede, mas o sinal na terra é outro. Terra seca e descolada da borda do vaso indica falta de água. Luz, rega e adubo da dipladênia saudável estão no guia de como cuidar da dipladênia.
Planta murcha com a terra úmida, folhas amarelas caindo e raiz escura e mole são sinais de podridão de raiz na dipladênia:
Folhas amarelas depois de uma noite fria
A dipladênia é uma planta tropical e sensível ao frio. A Clemson Cooperative Extension, da Universidade Clemson, dá de 7 a 10 °C (45 a 50 °F) como a temperatura mínima que a mandevila tolera. A UF/IFAS explica que muitas plantas tropicais sofrem dano por frio abaixo de 10 °C (50 °F), mesmo sem geada.
No Brasil, esse amarelo aparece no inverno, de junho a agosto, nos lugares onde a noite passa abaixo de 10 °C. Folhas que amarelam ou escurecem poucos dias depois de uma noite fria indicam frio.
Segundo a UF/IFAS, uma queda brusca de temperatura machuca mais que a mesma temperatura alcançada aos poucos. Por isso a primeira noite muito fria do inverno pode fazer mais estrago que as noites frias seguintes.
O que fazer depois do frio:
Não pode a planta logo depois do frio. Espere a brotação nova e use o teste da unha para achar onde o ramo está vivo.
Nas noites abaixo de 10 °C, leve o vaso para dentro de casa, perto de uma janela clara. Devolva o vaso à varanda quando as noites voltarem a passar de 10 °C.
No frio, regue menos. A Clemson recomenda espaçar as regas no período de descanso que o frio e a luz mais fraca provocam.
Rega, poda e abrigo da dipladênia de junho a agosto estão em dipladênia no inverno. Folhas amarelas ou escuras poucos dias depois de uma noite abaixo de 10 °C são sinais de dano por frio na dipladênia:
Folhas de baixo amarelando e subindo: falta de adubo ou raiz encharcada
Quando as folhas de baixo amarelam primeiro e o amarelo sobe aos poucos, as causas prováveis são falta de nitrogênio ou raiz encharcada. A Iowa State explica que, com pouco nitrogênio, as folhas mais velhas e de baixo ficam verde-claras ou amarelas primeiro. Com o tempo, a planta toda amarela, cresce devagar e perde folhas.
A raiz encharcada produz o mesmo desenho, então confira a terra antes de adubar. Tire a planta do vaso e olhe a raiz. Se a terra seca nos 3 cm de cima entre as regas e a raiz está clara e firme, a raiz encharcada está descartada. A causa que sobra é a falta de adubo.
A Clemson recomenda adubar a mandevila a cada 2 semanas na primavera e no verão, com um adubo como o NPK 10-20-10. Os três números são as partes de nitrogênio, fósforo e potássio, nessa ordem. A UF/IFAS diz só que a mandevila precisa ser adubada com regularidade, sem intervalo nem fórmula; por isso o intervalo aqui segue a Clemson.
Não troque a terra nem mude a planta de lugar só porque as folhas de baixo amarelaram. Primeiro confira se é troca normal, terra encharcada ou falta de adubo. Outras plantas com o mesmo sintoma estão no guia geral de folhas amarelas.
Folhas novas amarelas com as nervuras verdes
Folha nova amarela com as nervuras verdes é sinal de clorose (amarelamento da folha por falta de nutriente). Quando ela aparece nas folhas da ponta dos ramos, a Iowa State aponta a falta de ferro. Nos casos fortes, a folha nova fica quase branca e queima nas bordas.
Segundo a Iowa State, rega demais, frio e terra com pH alto produzem um sintoma idêntico ao da falta de ferro. O pH mede se a terra é ácida ou alcalina, e pH alto quer dizer terra alcalina. Nesses casos, a terra pode ter ferro, mas a raiz não consegue absorver.
Antes de usar adubo com ferro, responda três perguntas. Os 3 cm de cima da terra secam entre as regas? As noites ficam acima de 10 °C? A raiz está clara e firme? Se a resposta a uma delas for não, corrija essa causa primeiro e espere as folhas novas seguintes.
Amarelo com pontinhos, teia ou folha grudenta: praga
Pontinhos claros na folha, teia fina no verso ou uma camada grudenta indicam praga. A NC State Extension lista ácaros, pulgões, tripes e moscas-brancas na mandevila. A Clemson cita também a cochonilha-farinhenta e a cochonilha.
Segundo a NC State, cada picada do ácaro deixa um pontinho amarelado na folha. Num ataque forte, os pontinhos se juntam e a planta inteira fica amarela ou bronzeada. O ácaro vive no verso da folha e aumenta mais rápido no tempo quente e seco.
Para confirmar o ácaro, bata um ramo sobre uma folha de papel branco. Os pontinhos que andam no papel são ácaros. A NC State recomenda sabão inseticida ou óleo hortícola (óleo próprio para plantas, vendido em loja de jardinagem), aplicados no verso das folhas. No tempo quente, repita a aplicação 7 a 10 dias depois.
Se a planta tem ácaro, evite adubo com muito nitrogênio até a praga passar. Segundo a NC State, o nitrogênio deixa a planta mais nutritiva para o ácaro se alimentar.
Folha amarela e grudenta indica pulgão ou cochonilha. Pulgões e cochonilhas sugam a seiva e soltam um líquido açucarado, a melada, que deixa a folha grudenta.
Manchas marrons antes do amarelo: antracnose
Quando a folha mostra manchas marrons antes de amarelar, a causa provável é um fungo. A Clemson descreve a antracnose da mandevila como manchas marrons, claras ou escuras, na folha, seguidas de amarelamento e queda. O que separa a antracnose é a mancha marrom que aparece antes do amarelo. Na raiz encharcada não há mancha antes: a folha amarela e cai.
Tire com a mão as folhas manchadas e as que já caíram no vaso. A Clemson recomenda remover à mão as folhas doentes e mortas.
A antracnose é uma de 12 causas de folha amarela na dipladênia, de pulgão à murcha de fusário. A página de folhas amarelas da dipladênia tem uma ficha de sintoma e tratamento para cada uma.
Quando a folha amarela da dipladênia é normal
Algumas folhas velhas amarelando e caindo, perto da base dos ramos, são troca normal. A NC State classifica a mandevila como sempre-verde de folha larga, ou seja, uma planta que mantém folhas o ano todo. A Clemson explica que as plantas sempre-verdes também trocam as folhas, primeiro as mais velhas.
Segundo a Clemson, a planta puxa parte do nitrogênio e do fósforo da folha velha antes de soltá-la. A troca leva de alguns dias a algumas semanas, e as folhas novas da ponta continuam verdes.
Segundo a Clemson, a queda deixa de ser normal em dois casos: as folhas novas também amarelam ou a planta toda fica amarela ou marrom. Nesses casos, volte às seções da raiz, do frio e do adubo.
Se você ganhou a planta sem saber o nome, o Bloom (disponível para iOS) identifica a espécie por uma foto. Os testes deste artigo valem para dipladênia e mandevila.
O que o amarelo da dipladênia indica
Onde está o amarelo | O que conferir | Causa provável |
|---|---|---|
Poucas folhas velhas perto da base, que param de amarelar em semanas | Pontas novas verdes e planta crescendo | Troca normal |
Folhas de baixo, subindo aos poucos | Terra úmida 2–3 dias depois da rega | Raiz encharcada |
Folhas de baixo, amarelo que continua subindo | Crescimento lento e raiz clara e firme | Falta de nitrogênio |
Folhas amarelas ou escuras, poucos dias depois de uma noite fria | Noite abaixo de 10 °C | Frio |
Folhas novas, nervuras verdes | Rega, frio e raiz antes do ferro | Falta de ferro ou raiz que não absorve |
Pontinhos claros, teia no verso | Ramo batido sobre papel branco | Ácaro |
Folha grudenta | Insetos nos ramos e no verso | Pulgão ou cochonilha |
Mancha marrom antes do amarelo | Manchas na folha antes de amarelar | Antracnose |
Perguntas frequentes
Devo cortar as folhas amarelas da dipladênia?
Tire com a mão as folhas manchadas, doentes ou já secas: é o que a Clemson recomenda. A folha amarela de troca normal pode ficar até cair sozinha, porque a planta reaproveita nitrogênio e fósforo dela. Não corte ramos inteiros antes do teste da unha: raspe a casca e só corte o trecho que estiver preto ou marrom por baixo.
Óleo de neem resolve folha amarela na dipladênia?
Nenhuma das extensões citadas aqui testa o óleo de neem na dipladênia. Contra o ácaro, a NC State recomenda sabão inseticida ou óleo hortícola no verso das folhas, repetido 7 a 10 dias depois no tempo quente. Amarelo de raiz encharcada, frio ou falta de adubo não melhora com óleo nenhum.
A dipladênia perde folhas no inverno?
Perde, quando a noite fica abaixo de 10 °C. A Clemson dá 7 a 10 °C como o mínimo que a mandevila tolera. No Brasil, isso acontece de junho a agosto nos lugares mais frios. Nessa época, abrigue o vaso do vento, regue menos e espere a brotação antes de podar.
Dipladênia e mandevila são a mesma planta?
São plantas do mesmo gênero, Mandevilla, vendidas com dois nomes. A UF/IFAS explica que as dipladênias, mais compactas, já foram tratadas como outra espécie (Dipladenia) e hoje voltaram ao gênero Mandevilla. As causas de folha amarela e os testes deste artigo valem para as duas.
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